O HPV – papilomavírus humano – pode afetar as mucosas do corpo e a pele. Trata-se da IST (Infecção sexualmente transmissível) mais recorrente no mundo.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 100 subtipos de HPV são catalogados e conhecidos. Com o tratamento, a maioria deles não provoca problemas tão graves e passam a se enfraquecer com o tempo. Mas existem tipos específicos que podem agravar para quadros de câncer.

Pacientes com tumores no colo do útero, muitas vezes, possuem a condição como consequência da contaminação por HPV. O vírus também é considerado um fator de risco para alguns tipos de câncer, como vagina, garganta, boca e pênis.

Entenda as causas

A transmissão acontece por meio do contato direto com uma pessoa contaminada. É possível pegar a doença através das seguintes formas:

Sexo

O contato sexual, seja vaginal, oral ou anal pode transmitir o vírus para uma pessoa saudável. A contaminação pode acontecer ainda que a pessoa não manifeste sintomas visíveis da doença, por isso, o uso de preservativo é essencial.

Parto

Quando a mulher já tem o vírus no seu organismo, a possibilidade dele se manifestar durante a gestação é alta. É possível que haja risco elevado da transmissão para o bebê durante o parto normal.

Compartilhamento de objetos

Ainda que seja incomum, há a possibilidade do HPV ser transmitido de maneira indireta através do compartilhamento de objetos com pessoas contaminadas. O vírus pode ser observado nas superfícies encontradas em espaços de muita umidade, como banheiros e academias.

Sintomas

As primeiras manifestações da doença costumam surgir de dois a oito meses depois que a pessoa foi contaminada. Os sintomas aparecem em verrugas nos tecidos mucosos, como céu da boca, língua, garganta, vulva, ânus e colo do útero. Pode haver ainda ardência, coceira e até sangramentos.

Diagnóstico e Tratamento

As principais formas de diagnóstico são através do exame clínico, papanicolau, teste de HPV, biópsia, colposcopia e vulvoscopia.

Tratamento

Não é possível eliminar, por completo, o vírus HPV do corpo humano. O tratamento envolve aplicar técnicas para estimular o desaparecimento da ferida e combatam a propagação do vírus no organismo. Através de pomadas, cremes, ácidos, cirurgia, laser e crioterapia.

Prevenção

A vacina contra o HPV é a maior aliada na prevenção à doença. A imunização é segura e está disponível no setor público e particular. No Sistema Único de Saúde (SUS) podem se imunizar:

•             Crianças de 9 a 14 anos, independentemente do sexo e gênero;

•             Pessoas que convivem com o vírus do HIV;

•             Vítimas de abuso sexual;

•             Usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP);

•             Pacientes de Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR).

É importante ressaltar o sexo seguro. Usar preservativos masculinos ou femininos diminui a probabilidade do contato com mucosas infectadas.

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