5 benefícios da fisioterapia para crianças com autismo

O (TEA) – Transtorno do Espectro Autista – é um transtorno de neurodesenvolvimento. Crianças que possuem a condição têm dificuldades de interação social e na comunicação, além de atrasos no desenvolvimento cognitivo e motor. Mas, com o apoio familiar e o tratamento de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas e fisioterapeutas, é possível que a criança tenha bastante qualidade de vida.

O paciente com autismo necessita desenvolver habilidades motoras, sensoriais, interpessoais e cognitivas, por isso, a fisioterapia é uma grande aliada para ajudar a criança a progredir, viver uma vida plena, funcional e saudável.

Confira os principais benefícios da fisioterapia entre os pacientes com autismo:

-Melhora a coordenação motora

Crianças autistas possuem dificuldade com equilíbrio, coordenação e postura. Atividades, como correr, desenhar, dançar, andar de bicicleta podem representar um grande desafio ou serem impossíveis de serem feitas.

Através da fisioterapia, as crianças aprendem novas habilidades motoras, para que as dificuldades com movimentos sejam superadas.
-Estimulação sensorial

É comum a hipersensibilidade ou hipossensibilidade aos movimentos, cheiros, texturas e sons. Por meio dos exercícios, equipamentos especiais e massagens, a fisioterapia para crianças ajuda a diminuir e a estimular sensações que os autistas estejam sentindo.

-Aumenta a flexibilidade

As crianças com autismo podem ter baixa flexibilidade. Os exercícios de fisioterapia exigem o uso das articulações e ajuda na manutenção da postura correta. Isso pode ajudá-las a desenvolver uma boa postura e maior flexibilidade.

-Preparação para a vida adulta

Com as estimulações realizadas nas sessões de fisioterapia, as crianças com autismo conseguem realizar atividades mais complexas e necessárias na vida adulta. Saber desenvolver estas habilidades lhe ajudam a serem independentes.

-Melhoria do estresse com a fisioterapia domiciliar

A fisioterapia domiciliar é uma excelente alternativa para manter as crianças calmas e ganhar tempo na rotina!

Em casa, elas podem se sentir mais à vontade, calmas e acolhidas. É importante que os familiares conversem com o profissional de fisioterapia detalhadamente para entender e garantir que os melhores tratamentos sejam oferecidos.  

Exercícios e a fisioterapia para hérnia de disco;

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em cada dez pessoas, oito já tiveram, têm ou terão hérnia de disco. A doença causa desconforto, dor e interfere de maneira significativa na qualidade de vida dos pacientes.

Entre os motivos que ocasionam a hérnia de disco, podemos destacar: os hábitos de vida, como sedentarismo, tabagismo, sobrepeso e obesidade e carregar cargas pesadas sem o devido cuidado com a coluna.


A fisioterapia é uma aliada e desempenha um importante papel no tratamento da hérnia de disco, aliviando a dor, melhorando as funções corporais e prevenindo recorrências.


A hérnia de disco acontece quando há vazamento do líquido pulposo, parte central e gelatinosa de um disco intervertebral, por meio de uma fissura no anel fibroso que o envolve. Este disco é formado por um núcleo pulposo amortecedor e anel fibroso circundante.

A migração do líquido pulposo para o canal medular ou para os espaços onde as raízes nervosas estão localizadas pode resultar na compressão dessas raízes, causando sintomas associados à hérnia de disco ou protrusão.

Tipos de hérnia de disco

Elas podem ser classificadas de acordo com sua morfologia, localização e evolução. De acordo com a evolução, a hérnia de disco pode ser aguda ou crônica, segundo o período que vem se manifestando.
Veja:


-Protrusas
A base de implantação, sobre o disco de origem, é mais larga que qualquer outro diâmetro. Assim, o disco se torna saliente, sem ruptura do anel fibroso.

-Extrusas
A base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros. Outra possibilidade é a perda no contato do fragmento com o disco.

-Sequestradas
Acontece quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o inferior do forâmen ou canal medular.  Assim, acontece a perfuração do anel fibroso  ou rompimento da parede do disco, acarretando o deslocamento do material discal (parte do núcleo pulposo) para o interior do espaço epidural.

A lesão faz uma pressão sobre a medula espinhal, causando mielopatia, pressão sobre a cauda equina, provocando síndrome da cauda equina ou pressão sobre as raízes nervosas.

Sintomas da hérnia de disco

As manifestações sintomáticas comuns da hérnia de disco são as dores localizadas e irradiadas, que surgem após muitos episódios de dor localizada. O paciente sente, em primeiro momento, uma dor aguda e súbita que irradia da coluna para outras partes do corpo.
Confira alguns sintomas relatados por pacientes que sofrem com o problema:
-Parestesia;

-Perda sensorial;

-Formigamentos;

-Dormência nos membros;

-Ausência de reflexos;

-Perda de força nas pernas;

-Incontinência urinária.

Tratamento da hérnia de disco com fisioterapia

É preciso realizar uma avaliação antes para conseguir identificar as causas do problema. Através disto, é possível traçar uma conduta para diminuir a dor do paciente e realizar a reabilitação do paciente, para que as atividades diárias sejam exercidas sem prejuízo.
O fisioterapeuta, então, estabelece com o paciente objetivos que promovam a analgesia e o fortalecimento da região afetada pela hérnia de disco, com o objetivo de impedir que a doença progrida, evitar a formação de novas hérnias e reduzir os sintomas agudos.
Algumas abordagens de fisioterapia devem ser consideradas:
– Técnicas manuais;

– Tração eletrônica;

– Estabilização vertebral;

-Exercícios específicos.


Tipos de tratamentos

Após a avaliação, o profissional irá prescrever várias técnicas de tratamento, que podem incluir:


Exercícios de alongamento

Indicados já no início das sessões de fisioterapia, os exercícios de alongamento aumentam a flexibilidade, reorganizam as fibras musculares e melhoram a postura corporal no dia a dia.

Exercícios de fortalecimento

Eles são recomendados para aqueles pacientes que não apresentam dor aguda. Essas técnicas ajudam a fortalecer grupos musculares que estão fracos ou desequilibrados.

Eletrotermofototerapia

São utilizados aparelhos como ultrassom, TENS (neuroestimulação elétrica transcutânea) ou laser com ação anti-inflamatória, com o objetivo de aliviar os sintomas e a diminuir a dor e o desconforto na coluna.

Calor

O calor pode ser utilizado com bolsas ou toalhas aquecidas, ou, ainda, com luz de infravermelho durante cerca de 20 minutos, para aliviar a dor nas costas devido ao aumento da circulação sanguínea e ao relaxamento dos músculos.

Técnicas osteopáticas

Sessões de osteopatia costumam durar cerca de 60 minutos com foco na coluna para diminuir a pressão sobre a coluna e realinhar todas as estruturas do corpo, causando sensação de maior leveza e facilidade de realizar movimentos.

Compressa quente ou fria? Entenda as indicações!

As compressas com água quente ou fria são indicadas em casos de traumas ocasionados por quedas e pancadas. O gelo possui ação anestésica e ajuda a diminuir o hematoma no local afetado. Já a compressa quente aumenta a circulação sanguínea e é recomendada para usar no caso de distensão muscular ou dor crônica.

No tratamento fisioterapêutico, a compressa de gelo e as compressas quentes são tratamentos acessíveis e eficazes. O uso do gelo no tratamento terapêutico é denominado crioterapia e é feito com o uso da bolsa de gelo, de 20 a 25 minutos. Quando a pessoa está com uma dor aguda, é escolhido o gelo; já a compressa quente, é usada para tratar uma lesão mais crônica visando diminuir espasmo muscular.

É válido lembrar que, caso os sintomas do trauma não sumam em até sete dias, ainda com o uso das compressas, é preciso consultar um médico para que ele verifique o grau da lesão e avaliar se é necessária uma cirurgia ou outro tratamento específico.

As compressas quentes e frias precisam ser aplicadas com cautela e seguindo cuidados importantes. Ao usar compressas de gelo e de calor, pacientes diabéticos devem atentar-se por causa da redução da sensibilidade.

Quanto à combinação de ambos, existem casos em que é a melhor opção no tratamento. É a terapia chamada contraste em que usa a aplicação alternada de compressas frias e quentes para contrair e dilatar seguidamente os vasos sanguíneos, aumentando a circulação no local afetado. Esta técnica é indicada para infecções, distensões, inflamação e dores de cabeça causadas por tensão nervosa ou muscular.

Cuidados importantes

É preciso tomar alguns cuidados com a pele ao aplicar gelo ou calor. O principal é proteger a pele com uma toalha úmida e colocar a compressa por cima, assim, evita-se o risco de queimaduras.

As compressas devem ser feitas por até 48 horas, porque depois deste tempo não existe mais tanto efeito. O tempo de utilização é de 20 minutos a meia hora, no máximo de três a quatro vezes por dia.

Recovery: entenda mais sobre técnicas de recuperação do corpo

O Recovery é o uso de técnicas para a recuperação do corpo pós-exercício. O objetivo é possibilitar a restauração dos sistemas muscular, sanguíneo e metabólico do corpo a sua saúde basal, causando equilíbrio. É um aspecto importante de todo o programa de reabilitação e condicionamento físico.

Quanto mais intensa for a atividade física, maior o estresse causado no organismo, já que ocorrem microlesões musculares, alteração no metabolismo sanguíneo e no pH, entre outras mudanças. Nosso corpo está preparado para reagir a estas mudanças e trazer a homeostase, que é o estado de equilíbrio.

O processo de recovery abrange diversas técnicas que visam acelerar o retorno ao estágio pré-exercício, diminuindo muito as dores, aumentando a prevenção de lesões e preparando a pessoa para voltar a praticar o exercício mais rapidamente.

As técnicas mais utilizadas são: Crioterapia local, imersão, recuperação ativa, massoterapia, contraste, alongamento, compressão e elevação.

Crioterapia local

Aplicação de gelo na musculatura ou região mais utilizada no exercício, favorece na diminuição do metabolismo local através da redução de temperatura, causando a vasoconstrição local e inibição da formação de processo inflamatório da região.

Imersão

Tem o mesmo princípio da crioterapia local, mas atinge uma área corporal muito maior, trazendo um efeito sistêmico e muscular mais global.

Recuperação ativa

Este é um exercício feito após a prática da atividade física, com uma intensidade menor, como uma caminhada ou um trote leve, ajudando a conduzir o corpo ao seu estado natural de maneira progressiva, além de promover uma contração mais leve das musculaturas.

Massoterapia

Massagem manual ou com uso de aparelhos que ajudam a promover o relaxamento muscular e drenagem de metabólitos.

Contraste

Uso da crioterapia alternado com a aplicação do quente. Este uso cria um efeito de constrição e dilatação dos vasos, auxiliando na drenagem dos metabólitos.

Alongamento

Posição de alongamento muscular sustentado ou alternado que promove relaxamento muscular, evitando dores musculares tardias causadas por contraturas musculares induzidas pelo exercício.

Compressão e elevação

As técnicas facilitam e promovem a drenagem de metabólitos, especialmente para exercícios de alto uso dos membros inferiores.

O ideal é que elas sejam realizadas logo após o exercício e que sejam associadas, para que se obtenha o melhor resultado possível. Além disso, devem ser sempre individualizadas para cada exercício e feitas sob indicação do fisioterapeuta responsável.

Abril: mês de conscientização do Autismo

O Dia 02 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo que foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007. A data foi criada para trazer informações para a população e diminuir a discriminação e o preconceito contra as pessoas que têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O autismo é uma condição de saúde que traz diversos desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal. As terapias adequadas, em cada caso, auxiliam estes pacientes a se entenderem melhor e terem uma relação com o mundo mais satisfatória.

Pessoas com TEA devem conquistar seu lugar na sociedade, sem falar que eles costumam ter aptidões e talentos específicos em várias áreas do conhecimento. É comum que muitos se concentrem fortemente em apenas uma coisa ou área, como se dedicam a música, por exemplo.

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) engloba desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5, que é referência mundial de critérios para diagnósticos, pessoas dentro do espectro apresentam déficit na comunicação social ou interação social, como nas linguagens verbal ou não verbal; Além disso, apresentam padrões restritos e repetitivos de comportamento, como interesses fixos, movimentos contínuos e hipersensibilidade a estímulos sensoriais.    

Vale lembrar que todos os pacientes com autismo compartilham as dificuldades citadas acima, mas cada um é afetado com intensidades diferentes, causando situações únicos.

As causas do TEA não são totalmente conhecidas, e a pesquisa científica sempre concentrou esforços no estudo da predisposição genética, analisando mutações espontâneas que podem ocorrer no desenvolvimento do feto e a herança genética passada de pais para filhos. No entanto, já há evidências de que as causas hereditárias explicariam apenas metade do risco de desenvolver TEA. Fatores ambientais que impactam o feto, como estresse, infecções, exposição a substâncias tóxicas, complicações durante a gravidez e desequilíbrios metabólicos teriam o mesmo peso na possibilidade de aparecimento do distúrbio.

Eletroterapia: saiba os benefícios da técnica na fisioterapia

A eletroterapia e fisioterapia são aliadas no tratamento de diversas doenças. A estimulação elétrica, seja usando correntes de baixa ou alta intensidade, é capaz de melhorar dores e desconfortos sentidos pelos pacientes. Para que o tratamento tenha efeito favorável, é necessário usar a eletroterapia em conjunto com técnicas de fisioterapia, como massagens e exercícios de amplitude.

A eletroterapia usa impulsos elétricos para prejudicar a transmissão dos sinais de dor para o cérebro. Músculos e tecidos são estimulados, através de aparelhos, a produzir endorfina.

Simplificadamente, podemos dizer que a eletroterapia faz uso de impulsos elétricos a fim de prejudicar a transmissão dos sinais de dor para o cérebro. Para isso, músculos e tecidos são estimulados (por meio de aparelhos) a produzir endorfina. O hormônio, que é responsável pela sensação de prazer e bem-estar, atua como um analgésico.

É possível promover a nutrição e regeneração tecidual, estimular as células do corpo, agilizar a cicatrização, atuar como anti-inflamatório, entre outros benefícios.

Confira alguns problemas que podem ser tratados com a eletroterapia:

-Tendinites;

-Mialgias;

-Tensões musculares;

-Bloqueios articulares;

-Cicatrizações cirúrgicas;

-Contusões;

-Anquilose fibrosa;

-Hipotrofia muscular;

-Rigidez pós-gesso;

-Artrite;

-Periartrite;

-Bursite;

-Lombalgias;

-Fibrose;

-Edemas;

-Cicatrização de feridas.

Existem ainda vários métodos que podem ser usados na eletroterapia, como lasers, ultrassons e Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS). Cada um deles tem suas indicações e contraindicações.

Lipedema: saiba mais sobre doença que causa acúmulo de gordura nas pernas e braços

O lipedema é um acúmulo anormal de gordura na região das pernas e braços. A gordura característica do lipedema é marcada por fibrose, aspecto de “casca de laranja” e por ter um acúmulo de nódulos parecidos com celulites e não responde aos esforços, como dieta e exercícios físicos.

No ano de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez o reconhecimento do lipedema como doença distinta e, em 2022, o problema foi incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Tal inclusão auxilia no diagnóstico padronizado, planejamento de políticas de saúde e auxilia na busca por avanços nos cuidados da doença.

Geralmente, o quadro clínico é composto por cinco estágios diferentes que variam conforme a intensidade. Na medida que a condição vai avançando, a pessoa sofre com os efeitos mais intensos tendo a saúde física e mobilidade comprometidas, além da alteração na aparência corporal. 

Entre os sintomas estão: alterações como nódulos na coxa que parecem com celulite, apagamento do contorno natural dos joelhos, formato da “perna ampulheta” que tem gordura acumulada abaixo do joelho, dor, sensação de pernas pesadas, hematomas frequentes, marcas na pele causadas pela má circulação.

A doença é nova porque ainda faltam respostas importantes sobre como é o funcionamento da condição. Ela reage de forma negativa aos processos inflamatórias. Além disso, alimentação composto por muito açúcar, gorduras e ultraprocessados, sedentarismo e alto consumo de álcool pioram o quadro, já que estes hábitos aumentam a produção de substâncias inflamatórias no corpo.

O lipedema traz impactos concretos aos corpos das mulheres, já que a gordura do lipedema afeta bastante o sistema linfático. Este sistema funciona como um encanamento que drena os líquidos dos tecidos para o coração, por isso, quando este ele fica sobrecarregado podem aparecer complicações.

As articulações também podem sofrer consequências devido o problema.  O peso exagerado nas pernas leva ao desgaste da cartilagem, frouxidão ligamentar, alterações na pisada e deformidade nos joelhos.

Além dos problemas físicos, é comum que pacientes com lipedema sofram problemas relacionados à saúde mental, como baixa autoestima, ansiedade e depressão. Além disso, estudos mostram que pacientes com lipedema frequentemente enfrentam desafios relacionados à saúde mental, incluindo baixa autoestima, depressão e ansiedade.

Diagnóstico

Pode ser solicitado um ultrassom venoso com doppler para identificar doenças venosas, como varizes, que são bastante comuns nos pacientes com lipedema. A densitometria corporal pode ser usada para avaliar a composição do corpo, separando massa magra, gorda e a densidade óssea.

Em consulta médica, é avaliado o tempo da queixa de desproporção na distribuição da gordura do corpo e a dificuldade em reduzir esta gordura. Relação deste quadro com mudanças hormonais, como ganho de peso, gravidez e primeira menstruação também são avaliadas.

Tratamento do lipedema

A principal forma de tratamento é focar em alimentos menos processados e atividade física para diminuir a inflamação. Além disso, drenagem linfática e meias de compressão são ótimas estratégias para reduzir o inhaço e sensação de peso nas pernas. Mas os resultados são limitados e apenas auxiliam no controle dos sintomas.

Conheça as principais indicações da reabilitação cardiopulmonar

Doenças cardiovasculares figuram entre as principais causas de morte no mundo, mas por meio da reabilitação cardiopulmonar o risco de mortalidade pode diminuir, assim como o número de internações.

Pessoas com doenças cardiopulmonares, transplantados e pacientes que ficaram com sequelas respiratórias após a COVID-19 sentem muita dificuldade para fazer pequenas atividades do cotidiano.

Entre os tratamentos indicados, adotar métodos não farmacológicos como a reabilitação cardiopulmonar pode ser uma solução para restaurar a condição física de pacientes que sofrem com os problemas citados acima.

A reabilitação cardiopulmonar envolve um conjunto de atividades físicas, junto com exercícios respiratórios monitorizados. O trabalho de reabilitação pulmonar deve envolver uma equipe multidisciplinar com médicos, fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos e nutricionistas.  

O tratamento costuma durar de 3 a 6 meses e precisa ser feito de 2 a 3 vezes na semana. São três fases:

1-Fase Hospitalar

Esta fase ocorre quando o paciente passa por cirurgias cardíacas ou em risco de infarto e é preciso ser feito a internação. O objetivo é reduzir as complicações pós-cirúrgicas e aumentar a força muscular.

2 – Fase Ambulatorial

A reabilitação acontece fora do ambiente hospitalar. Durante os primeiros seis meses, o paciente passa a trabalhar com a equipe para que seu corpo retome as funções normais, começando a atividade física.

Depois do 6º mês, a equipe multidisciplinar começa a trabalhar no aprimoramento do condicionamento físico do paciente por meio de atividades físicas de rotina.

3 – Fase de manutenção

Neste período, é esperado que os hábitos adquiridos perdurem o resto da vida. O paciente passa a ser responsável por manter os exercícios de fortalecimento.

É possível que o paciente mantenha as atividades físicas de forma supervisionada ou não. É fundamental manter hábitos saudáveis para auxiliar na prevenção de complicações futuras.

Indicações da fisioterapia cardiopulmonar

A terapia é indicada para pacientes com doenças crônicas como asma, pneumonia, bronquite, dentre outras; problemas cardiovasculares como infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, angina instável, que é a obstrução aguda de uma artéria coronária, problemas pulmonares, transplantados ou aqueles que ficaram com sequelas respiratórias após contrair o coronavírus.

Benefícios da reabilitação cardiopulmonar

As atividades físicas aliadas aos exercícios de respiração auxiliam no controle dos fatores de risco de quem possui doenças crônicas ou transplantados.

O propósito é levar aos pacientes o retorno das atividades diárias, com qualidade de vida e diminuição de internamentos, restabelecendo o condicionamento físico. Os benefícios da fisioterapia cardiopulmonar são vários, dentre eles:

Melhora do condicionamento pulmonar e cardíaco;

Controle da pressão arterial;

Prevenção ao infarto do miocárdio;

Redução do risco de internações e reinternações;

Redução da mortalidade;

Auxilia no controle da diabetes, colesterol alto e obesidade.

Semana do Sono: a importância do sono de qualidade para a saúde

Dormir de maneira insuficiente é um problema global que afeta a qualidade de vida da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 45% da população mundial possui algum distúrbio do sono, no Brasil, 72% dos brasileiros passam por dificuldades para dormir bem.

Tendo em vista esta realidade, a Semana do Sono é uma campanha promovida pela Academia Brasileira de Sono, visando conscientizar a população sobre a importância de se ter um sono de qualidade para garantir a saúde física e mental.

É comum que as pessoas acreditem estar em uma “sociedade 24 horas” e a pessoas troquem o dia pela noite, o que traz diversos danos à saúde.  É importante afirmar que, o sono noturno, não pode ser substituído pelo sono diurno: quem trabalha durante à noite precisa ter uma organização com o intuito de diminuir os impactos na saúde.

Rotina do Sono

O alerta principal é que dormir pouco ou dormir demais pode trazer prejuízos para a saúde. Cada pessoa precisa compreender a necessidade de sono do seu organismo, manter uma rotina regular, dormir e acordar sempre no mesmo horário. Privar-se de dormir interfere diretamente na memória, na concentração e funcionamento de diversos sistemas do corpo, incluindo o cardiovascular e metabólico.

Profissões que exigem trabalho noturno, como seguranças e profissionais da saúde, precisam de uma organização especial para garantir um descanso adequado, já que a privação de sono está relacionada ao aumento do risco de doenças e estes profissionais precisam achar formas de diminuir os impactos.

Osteopatia: saiba mais sobre a técnica

A osteopatia traz uma abordagem completa com maneiras personalizadas, de como tratar cada caso. As técnicas de osteopatia, com raciocínio clínico e visão osteopática são recursos importantes para fazer uma análise de cada paciente e possibilitar uma melhor estratégia de tratamento.

As técnicas de osteopatia proporcionam uma abordagem que entende o corpo de maneira integral, sendo que restaurar o equilíbrio do corpo, promover a saúde e bem-estar é o principal objetivo da técnica. A prática reconhece a interconexão existente entre as estruturas corporais e a influência que esta conexão possui para o funcionamento dos sistemas do corpo.

Durante o atendimento osteopático, o fisioterapeuta adota manipulações que estimulam a autocura, processo importante para tratar as disfunções presentes no sistema musculoesquelético, no sistema nervoso e nos órgãos internos. Em outras palavras: as técnicas manipulativas são feitas em regiões específicas para que o corpo melhore em sua totalidade.

A escolha das técnicas certas de osteopatia faz a diferença na efetividade do tratamento!

Existem muitas técnicas de osteopatia com eficácia comprovada, mas algumas são mais utilizadas pelos fisioterapeutas. Entre as técnicas mais comuns, estão:

-Manipulação articular: utiliza movimentos precisos para restaurar a mobilidade das articulações;

-Mobilização articular: tem o mesmo objetivo, mas usa movimentos lentos e rítmicos;

-Técnica de liberação miofascial: atua no tecido conjuntivo, promovendo a mobilidade e a flexibilidade;

-Técnica visceral: busca restabelecer o funcionamento adequado dos órgãos internos;

-Técnica craniossacral: utiliza toques sutis para manipular o sistema craniossacral, composto pelo crânio, a coluna vertebral e o sacro.

Por ser considerada uma prática holística, que considera o corpo como um todo integrado, o profissional de Osteopatia precisa ter habilidades de avaliação e raciocínio clínico apurados para identificar as causas subjacentes dos problemas do paciente.