
A enxaqueca é uma doença neurovascular que possui base genética e se manifesta através de crises seguidas de dor de cabeça. Para diferenciar a enxaqueca comum da crônica precisamos levar em conta a duração, isto é, na crônica, a dor intensa dura por mais de 15 dias e se repete por mais de três meses.
Além de sentir dor, o paciente pode sentir sintomas de depressão, ansiedade e dificuldades no sono. A depressão aumenta em 58% a chance de uma enxaqueca episódica mudar para crônica. Cerca de 20 milhões de pessoas no mundo sofrem com a enxaqueca crônica.

Causas para a enxaqueca crônica
A enxaqueca tem base genética, em que o sistema nervoso de algumas pessoas serem mais sensíveis a determinados estímulos. Fatores, como gatilhos podem desencadear crises de enxaqueca:
-Oscilações hormonais: especialmente em mulheres, devido ao ciclo menstrual;
-Estresse e ansiedade;
-Alterações no padrão de sono;
-Jejum prolongado;
-Alimentos e bebidas como queijos, frutas cítricas, alimentos muito gelados, álcool e cafeína (tanto a falta como o excesso);
-Luzes fortes ou piscantes, sons altos e odores intensos (perfumes, fumaça de cigarro, produtos de limpeza);
-Determinados medicamentos. O uso excessivo de analgésicos para tratar as dores de cabeça também pode levar a um “efeito rebote”, tornando a enxaqueca crônica.
Prevenção da enxaqueca crônica
Para prevenir a enxaqueca crônica é preciso identificar e evitar e/ou manejar os gatilhos, além de adotar um estilo de vida saudável. Embora nem todas as crises possam ser evitadas, é possível reduzir a frequência e intensidade com medidas como: -Identificar e evitar gatilhos: é necessário manter um diário da dor de cabeça, anotar alimentos, atividades, padrões de sono e outros fatores que antecedem as crises.
–Manter uma rotina regular de sono: dormir e acordar em horários consistentes;
-Evitar longos períodos de jejum e manter uma dieta saudável, com redução de alimentos processados, açúcares e gorduras saturadas;
-Prática de exercícios aeróbicos e de fortalecimento podem reduzir o número, a intensidade e a duração dos episódios de enxaqueca;
-Gerenciamento do estresse com técnicas de relaxamento como mindfulness, ioga, meditação e respiração profunda.
-Evitar o uso indiscriminado de medicamentos para dor.
Atendimento médico
O médico neurologista precisa ser procurado nos casos de dores de cabeça frequentes, intensas ou que causam incapacidade. Sinais que devem ser considerados de alerta:
-Dores de cabeça que interferem na sua rotina diária, trabalho ou vida social; -Dores de cabeça que pioram progressivamente ao longo de dias ou semanas; -Necessidade de analgésicos para dor de cabeça mais de duas vezes por semana; -Mudança significativa no padrão usual das suas dores de cabeça; -Dores de cabeça que se iniciam após os 50 anos; -Uma dor de cabeça súbita e muito intensa; -Dor de cabeça acompanhada de febre, rigidez no pescoço, confusão mental, convulsões, visão dupla ou fraqueza/dormência em alguma parte do corpo; -Dores de cabeça após um traumatismo craniano.
É válido lembrar que a automedicação, especialmente com analgésicos, pode ser perigosa e levar fazer com que a quadro se trone crônico.






