
Recentemente, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) mudou as diretrizes de rastreio e diagnóstico do diabetes tipo 2 no Brasil. A redução de idade para início de triagem em adultos sem sintomas, o alerta para rastreio entre crianças e adolescentes e a mudança nos critérios de exames para diagnóstico fazem parte destas mudanças.

Esta atualização ganhou visibilidade já que há um crescente aumento nos casos de diabetes tipo 2, por conta das altas taxas de obesidade e sobrepeso na população mundial. Dados da 11ª edição do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), dão conta que aproximadamente 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos convivem com a doença em todo o mundo. No Brasil, a (SBD) estima que 20 milhões de pessoas convivam com a doença, representando 10,2% da população.
A nova recomendação é que os adultos a partir dos 35 anos sejam incluídos no rastreio, ainda que não apresentem sintomas ou fatores de risco. Anteriormente, a indicação era que isso ocorresse a partir dos 45 anos de idade.
Entretanto, pessoas com menos de 35 anos devem realizar o rastreamento caso possuam sobrepeso ou obesidade, junto com um fator de risco adicional, como histórico de diabetes tipo 2 na família, doenças cardiovasculares, síndrome dos ovários policísticos, sedentarismo e hipertensão arterial.
Saiba identificar sinais de diabetes
-Sede excessiva;
-Feriadas que demoram a cicatrizar;
-Perda de peso;
-Visão turva;
-Cansaço e irritação;
-Boca seca;
-Formigamento nos pés e nas mãos;
-Coceira na pele;
-Vontade excessiva de urinar.
Vale ressaltar que, entre crianças e adolescentes assintomáticos, o rastreamento deve iniciar após os 10 anos de idade ou depois da puberdade.
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Exames clínicos para diabetes
Os exames de glicemia de jejum e hemoglobina glicada (A1c) seguem como padrão inicial de triagem. Ambos precisam ser realizados em conjunto para que ocorra a confirmação do diagnóstico.
Quando a hemoglobina glicada estiver igual ou maior que 6,5% e a glicemia de jejum for igual ou maior a 126 mg/dl, estes níveis são compatíveis com diagnóstico de diabetes. Entretanto, se apenas um deles estiver alterado é necessário repetir os exames para confirmação ou não da doença.
Nos casos sintomáticos, com sede excessiva, urina frequente, aumento de fome e perda de peso de maneira não intencional, a glicemia igual ou superior a 200 mg/dl (ainda que sem jejum) é suficiente para fechar diagnóstico. Nos casos em que os níveis da glicose em jejum e da hemoglobina glicada estejam fora da faixa normal, mas ainda não se classificam como diabetes, a nova diretriz recomenda o teste de tolerância à glicose oral (TTGO).






