Doenças respiratórias: saiba os cuidados que você precisa adotar

O sistema respiratório tem muita importância para nosso organismo, já que é por meio dele que acontecem as trocas gasosas, fundamentais para manter a saúde corporal.

Quando a pessoa adoece e passa a sofrer com doenças respiratórias, algumas funções ficam comprometidas, atrapalhando a qualidade de vida e, em casos mais graves, pode interferir na sobrevivência do paciente. 

Separamos algumas doenças respiratórias mais comuns:

Bronquite

É uma inflamação dos brônquios causada por vírus, bactérias e outros agentes. Quando há essa inflamação, os brônquios passam a ficar estreitos, assim como toda a musculatura ao redor se estreita e cause a produção de muco.

A doença pode ser aguda ou crônica e tem tratamento. Na aguda, ela é marcada por um aparecimento súbito e crises curtas; já na fase crônica, existe a presença exagerada de muco e crises extremamente duradouras que não cessam.

Alergias

Elas costumam aparecer quando existe uma reação do sistema imunológico a determinadas substâncias, causando alergias que podem afetar garganta, pulmões e nariz. É um dos problemas crônicos respiratórios mais comuns!

As alergias podem ser causadas por picadas de insetos, pólen, mofo, látex, pelos de animais e alimentos, dentre outras coisas. Torna-se necessário estar sempre atento aos sintomas e buscar o alergista para tratamento.

Asma

A asma é bastante comum durante a infância e, apesar de não ter cura, há tratamentos eficazes que possibilitam a administração da doença ao longo da vida. 

Ela se caracteriza pelas crises de falta de ar e espasmos pulmonares. Os fatores que levam às crises podem ser os mais diversos: fumo, infecção, poluição, alergias, etc.

Podemos citar outras doenças respiratórias, como: 

-Pneumonia;

-Rinite;

-Sinusite;

-Tuberculose;

-Faringite;

-Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC);

-Fibrose Cística

Existem alguns cuidados capazes de prevenir o aparecimento das doenças respiratórias citadas acima. Confira: 

Buscar ar puro 

Os ambientes fechados e com ar-condicionado podem ser bastante prejudiciais. Por isso, dê preferência aos ambientes arejados e limpos. Se você sofre de doenças respiratórias com frequência, experimente fazer passeios eexercícios físicos ao ar livre.

Fuja das aglomerações

Evite locais fechados e com muita concentração de pessoas como teatros, igrejas, casas noturnas e cinemas. Esses lugares são propícios para propagar germes e vírus. Basta que uma pessoa esteja doente para colocar todas as outras em risco. Se estiver com sintomas de alguma doença respiratória, evite visitar esses locais. 

Fuja dos ácaros

Mantenha-se longe dos objetos que podem abrigar ácaros. 

Cortinas, bichos de pelúcia e tapetes são alguns exemplos. Esses objetos são o hábitat desses bichinhos que costumam ser um verdadeiro perigo para o sistema respiratório.

Alguns cuidados são indispensáveis na prevenção das doenças respiratórias: 

• Mantenha a umidade do ar; 

• Respire sempre pelo nariz;

• Lave bem as mãos; 

• Alimente-se bem; 

• Beba bastante água; 

Tratamento das doenças respiratórias 

O tratamento depende do tipo de doença, a gravidade e o estado em que se encontra o paciente. Nos casos menos graves, medicamentos como antibióticos e corticosteroides costumam ser passados pelo médico.

Já em casos mais graves, pode ser necessário fazer uso da ventilação mecânica, fisioterapia, oxigênio e ventilação líquida. 

Apenas o médico é capaz de dar o diagnóstico correto e indicar a medicação e as terapias necessárias. 

Bronquite: entenda o impacto que a inflamação dos brônquios pode causar

A bronquite é uma doença respiratória comum, que pode ser aguda ou crônica, e afeta a saúde de crianças e idosos. Essa classificação depende da duração e da frequência dos sintomas que o paciente apresentar.

A bronquite aguda acontece como uma resposta à infecção respiratória, causando sintomas gripais e uma tosse que pode ser produtiva ou seca. Esse tipo de bronquite é um quadro temporário, que pode durar dias ou semanas. Um agente infeccioso, vírus ou bactéria, causa um efeito irritante na mucosa traqueobrônquica que promove uma inflamação e aumento na produção de muco. 

No caso da bronquite crônica, há a presença de tosse produtiva que costuma durar bem mais tempo: dura a maioria dos dias do mês, três meses ao ano ou por cerca de dois anos consecutivos. Na crônica, os hábitos de fumar e as condições respiratórias como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), estão relacionados com a doença. 

É válido afirmar ainda que, a bronquite aguda é uma consequência da infecção viral e o paciente pode apresentar corrimento nasal, mas não é acompanhada de febre alta, aumento da frequência cardíaca e respiratória. 

Os sintomas comuns da bronquite são:

– Falta de ar;

– Tosse seca ou produtiva;

– Fadiga;

– Febre leve;

– Dor no peito; 

Causas da bronquite

Os maiores causadores da bronquite aguda são os agentes virais. Já os agentes bacterianos representam um menor número de casos. 

Já o tabagismo, tanto ativo quanto passivo, é o principal fator de risco para a bronquite crônica. Poluição do ar, exposição a produtos químicos, poeira e agentes irritantes também são fortes causadores do problema, sem falar nos locais fechados e com aglomeração que aumentam as chances de contaminação. 

Diagnóstico e tratamento

Para o diagnóstico da bronquite, o médico pneumologista avalia o histórico do paciente e realiza exame físico. Nos casos de bronquite crônica podem ser solicitados exames de escarro, radiografia de tórax e espirometria, que é a prova de função pulmonar.

Em relação ao tratamento, no caso da bronquite crônica, é preciso diminuir a exposição aos fatores de risco como o tabagismo. Em alguns casos, é necessário entrar com a terapia de oxigênio ou programas de reabilitação pulmonar. 

O tratamento da bronquite aguda visa aliviar os sintomas e, além do repouso, hidratação e uso de umidificadores de ar, costumam ser indicados descongestionantes,broncodilatadores, sedativos para tosse e remédios para diminuir a sensação de mal-estar.

Medidas preventivas são válidas contra a bronquite: vacinar-se, praticar atividade física, comer bem, tomar bastante água, lavar as mãos com frequência previnem a doença. 

Conheça alimentos que reduzem o colesterol

O colesterol é uma substância fundamental para manter o corpo funcionando: ele produz as membranas celulares e alguns hormônios, como: cortisol, aldosterona, estrogênio e testosterona, além de fazer a síntese da vitamina D, muito importante para a saúde dos ossos e sistema imunológico. O HDL é o colesterol bom que faz a proteção do corpo contra patologias; o LDL é o colesterol ruim, associado às doenças cardíacas.

A alimentação saudável é um caminho eficaz para reduzir o colesterol LDL, como por exemplo, a importância de evitar a ingestão de gorduras saturadas, trans. Além do cuidado com a alimentação, hábitos como não fumar e praticar atividades físicas são aliados na hora de diminuir o colesterol LDL.

Alguns alimentos que são aliados nessa busca: 

-Vegetais como brócolis e cenoura;

-Feijão e lentilhas;

-Frutas, como maçãs, morangos e peras

– Aveia;

-Peixes enriquecidos com ômega-3, como sardinha e salmão;

-Azeite de oliva;

-Nozes, amêndoas e sementes de chia. 

É válido frisar que existem gorduras boas, as insaturadas. Elas são encontradas em abacates, nozes, azeite de oliva e podem ajudam a aumentar o colesterol bom (HDL) e diminuir o colesterol ruim (LDL). 

As carnes vermelhas e processadas são ricas em gorduras saturadas, mas há outras fontes de proteína animais saudáveis: peixes e aves sem pele. Cortes magros de carne e métodos de cozimento saudável devem ser priorizados durante o processo. 

Os ovos, mesmo contendo colesterol dietético, têm um impacto menor nos níveis de colesterol no sangue. É possível, para a maioria das pessoas, comer ovos com moderação e não ter o seu colesterol afetado. Mas, claro, é importante estar sempre em contato com seu nutricionista, endocrinologista e exames em dia, para assegurar o consumo. 

Manter os níveis de colesterol, dentro do limite saudável, envolve uma série de fatores: cuidados alimentares, atividade física, hábitos saudáveis, diminuir ingestão de bebida alcóolica. É importante manter as consultas com o médico em dia, além do nutricionista, para que um trabalho multidisciplinar seja feito. 

 

Conheça 05 doenças causadas pela obesidade

A obesidade é causada pelo excesso de gordura acumulada no organismo. Para saber se uma pessoa está obesa, épreciso fazer um cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que consiste em dividir o peso pela altura elevada ao quadrado. Em adultos, o IMC entre 18,5 e 24,9 é considerado normal, superior a 25 corresponde a sobrepeso e acima de 30 é definido como obesidade.

Há ainda, a classificação do grau de excesso de pesoatravés do IMC. Classificado em:

classe 1: IMC 30 a 34,9 kg/m2 (obesidade leve);

classe 2: IMC 35 a 39,9 kg/m2 (moderada);

classe 3: IMC ≥ 40 kg/m2 (grave ou obesidade mórbida).

É preciso estar atento aos primeiros sinais do sobrepeso, como aumento de gordura ao redor da cintura e pescoço, compulsão alimentar, mudança no número das roupas. Ao perceber um desses sinais, já é necessário buscar orientação médica antes que o problema se agrave para a obesidade. 

Um grande problema, que está relacionado com a obesidade, são as doenças associadas. Separamos 5 doenças preocupantes e que merecem ser pontuadas: 

1. Doenças cardiovasculares

A obesidade é um grande fator de risco para o surgimento das doenças cardiovasculares: infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, angina e fibrilação arterial.

Essas doenças podem se agravar com a idade. A pessoa obesa sofre com o aumento de peso, gerando o enrijecimento do músculo cardíaco, assim como a gordura ao redor do órgão (coração) eleva o risco do entupimento das artérias, prejudicando assim o desempenho correto do coração. 

2. Hipertensão

O aumento da pressão nos vasos sanguíneos acontece em virtude do consumo exagerado, de alimentos ricos em gordura saturada e sódio. 

A circulação do sangue pelo organismo passa a ser dificultada, com os vasos sanguíneos que passam a ser comprimidos e o excesso de gordura. O coração é submetido a uma força maior para trabalhar, aumentando assim, a pressão arterial. Vale destacar que, os sintomas da hipertensão podem ser silenciosos, mas é importante ressaltar que em longo prazo a doença pode causar insuficiência cardíaca. 

3. Diabetes

A obesidade contribui para o desenvolvimento da diabetes tipo 2, porque o excesso de gordura abdominal atrapalha o funcionamento das células que transformam glicose em energia, gerando a resistência à insulina. Como há dificuldade ou carência na ação da insulina, acaba que os níveis altos de glicose no sangue ficam elevados. 

4. Apneia do sono

O acúmulo de gordura na região do tronco e pescoço reduz as vias aéreas, causando o fechamento rápido da faringe, consequentemente dificultando a respiração. As crises, ao longo da noite, desregulam os níveis de oxigênio no sangue e causam pequenas despertadas, que durante o dia provocam sonolência excessiva. 

5. Depressão

Pessoas que sofrem com sobrepeso tendem a ter consequências psicológicas, como a depressão e diminuição da autoestima. É comum que indivíduos depressivos se alimentem por compulsão para lidar com a tristeza. 

É necessário que o indivíduo obeso faça, também, tratamento com psicólogo e psiquiatra. 

Causas da obesidade 

A obesidade é uma doença crônica que pode estar relacionada com alguma dessas causas: 

– Sedentarismo;

– Cigarro;

– Hábitos alimentares não saudáveis; 

– Estilo de vida familiar;

– Problemas para dormir;

– Genética;

– Medicamentos;

– Idade; 

Hábitos para prevenir a obesidade

Alguns hábitos são essenciais para promover a prevenção de aumento de peso, como ter uma alimentação saudável, uma boa noite de sono, consumir menos calorias com a ajuda de nutricionistas, praticar atividade física frequente, evitar o estresse e fazer checkups anuais. 

Diversas doenças causadas pela obesidade trazem riscos grave, por isso, é preciso levar a prevenção a sério. O mais indicado é que desde o início e aos primeiros sinais o indivíduo procure acompanhamento médico para o tratamento correto, para trazer soluções, emagrecer com saúde e não gerar outros problemas, com a necessidade de cirurgia ou tratamentos invasivos.

Osteoporose: conheça os riscos da doença

A osteoporose é uma doença que aumenta o risco de fraturas, devido à perda de massa óssea e fragilização do osso. O problema pode causar uma fragilidade óssea tão grande, que uma queda ou impactos leves, como o ato de curvar-se, podem ocasionar uma fratura. 

Comumente, os ossos mais afetados pela doença são os do quadril, punho e coluna. A massa óssea, naturalmente, diminui a partir dos 35 anos de idade, sendo que esse processo é mais intenso nas mulheres depois do período da menopausa. Existem outros fatores de risco, como histórico familiar, falta de exercício físico, consumo exagerado de álcool, consumo deficiente de cálcio, entre outros.

Vale destacar que, o osso não é uma estrutura sem vida, que apenas dá sustentação mecânica ao corpo humano! Os ossos estão sempre se renovando para corrigir as micro lesões comuns dos traumatismos do estresse mecânico diário. Então, o corpo fica permanentemente danificando e reparando nossos ossos. 

Entenda o que é Osteoporose 

É o distúrbio que causa redução da massa mineral, levando a uma grande redução da densidade óssea. Assim, ele fica frágil e bem menos resistente aos traumas mecânicos do dia a dia. A palavra osteoporose significa osso poroso. 

O osso precisa do aporte constante de minerais, como o cálcio e fósforo. Até os 30 anos de idade, a pessoa consegue manter sua massa óssea bem estruturada. Depois dessa faixa etária, a reabsorção óssea fica mais intensa que o de produção de osso novo, causando ao longo de vários anos o desenvolvimento da doença. 

Fatores de risco 

O principal fator de risco é deficiência de estrogênio, que ocorre habitualmente após a menopausa. Mas, os homens podem apresentar osteoporose, apesar desta doença ser mais comum no sexo feminino. Listamos os fatores de risco mais comuns: 

– Sexo feminino: 70% dos casos de osteoporose ocorrem em mulheres.

– Caucasianos (raça branca) e asiáticos.

– Baixa estatura e baixo peso.

– Histórico familiar de osteoporose.

– Menopausa.

– Nunca ter engravidado.

– Sedentarismo.

– Baixa exposição solar. 

– Baixa ingestão de cálcio e vitamina D.

– Tabagismo.

– Consumo exagerado de bebidas alcoólicas.

 

Sintomas

Trata-se de uma doença silenciosa, que apresenta sintomas nas fases mais avançadas. Os principais sintomas da osteoporose são as dores ósseas, principalmente dor lombar, facilidade em ter fraturas e redução da estatura porconta dos colapsos das vértebras da coluna.

Para se ter noção dos riscos da osteoporose, a fratura do colo do fêmur é um dos problemas que mais acometem os idosos com osteoporose. Essa fratura surge após uma queda da própria altura: quanto mais grave for a doença, mais idoso o paciente, maior é o risco da fratura. 

Além da fratura citada acima, são comuns também a fratura do punho e das costelas. 

Diagnóstico

O diagnóstico costuma ser feito pelo ortopedista e o paciente precisa fazer o exame da densitometria óssea. Os resultados são fornecidos através da comparação com a densidade óssea de pessoas jovens (T-score ou desvio padrão).

Segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um T-score menor que -2.5 na densitometria óssea. Os resultados da densitometria costumam ser divididos da seguinte forma:

Densidade óssea normal: T-score entre 0 e -1.

Osteopenia: T-score entre -1 e -2,5.

Osteoporose: T-score menor que -2,5.

Quanto mais baixo for o T-score, maior a gravidade da osteoporose e maiores são os riscos de fraturas.

É preciso pontuar que a osteopenia é uma redução da densidade óssea, mas ainda não é considerado osteoporose. A osteopenia é uma pré-osteoporose.

O exame deve ser feito nas mulheres acima de 65 anos ou naquelas que estão em pós-menopausa, com fatores de risco para osteoporose. Nos homens não há indicação para realização do exame, com exceção, se os pacientes tiverem fatores de risco importantes. 

Tratamento 

A prevenção é o melhor tratamento no caso da osteoporose porque quando as lesões causadas pela doença estão presentes, elas costumam ser irreversíveis.

O tratamento atual visa evitar a progressão da doença, pois os medicamentos atuais não revertem a perda de massa óssea. Todos os pacientes com critérios de osteopenia (T-score entre -1 e -2,5) ou osteoporose (T-score menor que -2,5) na densitometria óssea, necessitam do tratamento medicamentoso. 

Além do tratamento com medicamentos, é importante implementar mudanças nos hábitos de vida. Deve-se abandonar o cigarro e evitar excesso de bebidas alcoólicas. A prática de exercícios físicos, incluindo musculação, e o consumo de alimentos como leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixe, ajudam na prevenção.

A exposição solar também é muito importante: 20 a 30 minutos de sol por dia, entre as 6:00h e 10:00h, é o horário mais indicado. 

 

 

Confira dicas de como ter uma vida mais saudável!

Neste mês é comemorado, anualmente, o “Dia Mundial da Saúde” em 7 de abril. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é um momento para trabalhar questões sérias de saúde, garantindo a conscientizaçãosobre o tema e estimulando o debate sobre políticas voltadas ao bem-estar da população.

As ações promovidas na data são importantes para que a população saiba como se cuidar, e a adquirir informações sobre seus direitos quando o assunto é promoção e manutenção da saúde. 

 

O que é saúde?

A maioria das pessoas considera-se saudável, por não ter doença. Mas a falta de enfermidades não significa, necessariamente, presença de saúde. Para afirmar-se que uma pessoa está saudável, é necessário analisar um conjunto de fatores, como qualidade de vida, aspectos físicos e mentais. 

A (OMS) aprovou um conceito que visava ampliar a visão do mundo sobre o que seria estar saudável. Ficou definido então que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Levando em consideração esse conceito, é notório que a saúde não é um estado fácil de ser alcançado, porquepode-se afirmar que nem todas as pessoas conseguem viver sem tristezas, preocupações e se relacionando com o resto das pessoas em sociedade de maneira harmônica. A saúde precisa ser vista como uma forma completa de bem-estar, que é conseguido não só por meio do tratamento de doenças ou de sua prevenção, mas também levando em consideração a qualidade de vida.

Vale ressaltar que, a Lei nº 8.080, de 1990, afirma que a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A legislação também inclui que, para haver saúde, alguns fatores são determinantes, tais como: a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer, e o acesso aos bens e serviços essenciais.

Através da legislação, percebe-se a complexidade e abrangência do conceito de saúde e estar saudável. 

É notório que todos os fatores, ainda que pareçam irrelevantes, afetam a vida do indivíduo e sua saúde. O papel do Estado, nesse contexto, deve atuar para garantir o bem-estar da população é fundamental, porque ele é o responsável por garantir a qualidade de vida de cada cidadão. 

 

Como ser saudável atualmente?

Ser e manter-se saudável, hoje em dia, é um desafio!

As rotinas estressantes, pouco tempo para preparar as refeições e também para a prática de atividades físicas estão entre os fatores que dificultam o processo em busca da vida mais saudável. Devemos tentar adotar ao máximo no dia a dia, práticas que melhoram a qualidade de vidapara conseguir uma melhoria física, social e mental. 

Separamos alguns hábitos para mantermos nossa saúde. Confira: 

– Lavar sempre as mãos;

– Beber muita água;

– Alimentar-se de maneira saudável, retirando, por exemplo, excesso de açúcares, sal e gordura; 

– Dormir bem;

– Adicionar à sua rotina atividades que te dão prazer;

– Ter controle financeiro;

– Praticar atividades físicas;

– Utilizar medicamentos apenas com recomendação médica;

– Não fazer uso de cigarro e não consumir bebidas alcoólicas em excesso;

– Evitar atividades que te causem estresse;

– Não comparar o seu padrão de vida com o de outras pessoas;

– Manter as suas amizades e tratar bem as pessoas que estão a sua volta;

– Tentar ser positivo diante dos acontecimentos do dia a dia.”

 

Autismo: saiba tudo sobre o transtorno

O que é autismo?

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição que se relaciona com o desenvolvimento cerebral, mudando a forma como as pessoas do espectro veem e enxergam o mundo, assim como a maneira que elas se relacionam com as outras pessoas. 

Podemos afirmar que as pessoas com autismo possuem dificuldades de interagir socialmente e na hora de se comunicar. É importante frisar que existem diferenças dentro do espectro. Há pacientes que conseguem fazer a maioria das atividades do dia a dia sem apoio, já outros precisam de auxílio constante. 

 

Tipos de autismo

Há diferentes níveis de suporte (graus de autismo) para o diagnóstico. São eles: 

Autismo nível 1 – autismo leve (pouca necessidade de suporte);

Neste caso, ocorre dificuldade na hora de iniciar interações sociais e o paciente apresenta interesse reduzido pelas interações. Existe uma inflexibilidadecomportamental e em trocar de atividades.

Autismo nível 2 – autismo moderado (necessidade de suporte substancial);

Existem déficits graves nas habilidades de comunicação verbal e não verbal, com prejuízos aparentes mesmo ao receber apoio. Ocorre ainda, uma limitação para começar ou responder interações, dificuldade com mudanças, além dos comportamentos repetitivos. 

Autismo nível 3 – autismo severo (necessidade de suporte substancial aumentada)

Déficits ainda mais graves nas habilidades de comunicação verbal e não verbal que causam prejuízos graves de funcionamento. Grande limitação em iniciar e responder interações. Dificuldade aumentada em lidar com mudanças e grande sofrimento para mudar o foco ou ações.

 

Autismo não é doença

O autismo faz parte do que chamamos de Transtorno do Espectro Autista (sigla TEA). Ou seja, não é uma doença. Para entender mais sobre a definição de doença, síndrome e transtorno, separamos algumas definições:

Doença: toda alteração biológica do estado de saúde de um ser que se manifesta por um conjunto de sintomas perceptíveis ou não. É também tudo aquilo que causa enfermidade, mal ou moléstia.

Síndrome: provoca um conjunto de sinais e sintomas. Estes ocorrem ao mesmo tempo, e podem ter causas variadas, assemelhando-se a uma ou a várias doenças. Denominamos como síndrome condições que ainda não têm uma causa bem definida.

Transtorno: já os transtornos são condições de ordem psicológica e/ou mental que geram comprometimento na vida normal de uma pessoa.

O autismo interfere na comunicação e interação social de uma pessoa, além de trazer comportamentos restritos e repetitivos. Tais alterações, embora não interfiram na saúde física do indivíduo, podem gerar:

– Medo;

– Irritabilidade;

– Choro;

– Crises mais intensas.

 

Autismo tem cura?

Não há cura para o autismo. Por isso, o TEA não é considerado doença. É preciso combatermos o estigma e preconceito que ainda está presente em torno do transtorno.

O autismo é um transtorno ou uma condição e pessoas com autismo não precisam ser curadas. Elas devem, sim, ser apoiadas, ajudadas e incentivadas no que precisarem para se desenvolverem, terem independência e autonomia em suas vidas.

Hérnia de disco: saiba mais sobre a doença

A hérnia de disco trata-se de uma lesão que ocorrenos discos intervertebrais que causa pressão nos nervos espinhais do paciente. Em casos mais graves, ela pode comprimir a medula óssea causando dores intensas. 

A coluna estrutura nosso corpo, sendo composta por vértebras, músculos, discos invertebrais e ligamentos. Os discos invertebrais se juntam com as vértebras da coluna, já os músculos e ligamentos,dão forma e sustentação. 

Os discos intervertebrais são fundamentais para a estruturação pois agem como articulações vertebrais, proporcionando a flexibilidade da coluna, absorvem impactos, previnem o desgaste ósseo da região e atuam como amortecedor. 

Quando um disco invertebral sofre lesões e rompe o “gel” contido no seu centro, acontece a hérnia de disco. 

Os tipos de hérnias de disco são nomeados segundo a região da coluna afetada. Os tipos mais comuns são: 

• Hérnia de disco cervical: afeta a região do pescoço; 

• Hérnia de disco torácica: impacta o meio das costas; 

• Hérnia de disco lombar: afeta a área mais baixa das costas. 

Classificação das hérnias de disco

É necessário entender o estágio do desgaste dos discos para garantir o tratamento mais apropriado:

 

– Abaulamento discal: é o primeiro estágio que ainda não é considerado uma doença, pois a quantidade de cartilagem deslocada é mínima, mantendo o formato de disco; 

– Protrusão discal: há a perda do formato original do disco, fazendo com que sua base fique maior. Assim, afeta áreas de sensibilidade nervosa, mas sem ter abertura;

-Extrusão discal: a parte externa do disco fica aberta, permitindo que o núcleo saia para fora e deixe de realizar sua função;

-Sequestro: trata-se do estágio mais grave porque já ocorreu o rompimento da parte fibrosa do disco. 

 

Causas da hérnia de disco 

A principal causa da hérnia de disco são os fatores genéticos, que é quando alguém da família do paciente possui hérnia de discos, os parentes próximos, têm mais chances de contrair a doença. Além desta causa, há também o desgaste pelo tempo com o processo natural do envelhecimento humano. 

Alguns hábitos adquiridos no decorrer da vida podem causar a doença. Algumas causas são: 

• Traumas; 

• Tabagismo;

• Sedentarismo;

• Ficar em pé apoiando o peso do corpo na coluna durante um longo período;

• Inclinar o tronco com frequência;

• Fazer movimentos repetitivos;

• Praticar esportes intensos sem preparo físico;

• Levantar, puxar ou empurrar peso sem nenhum tipo preparo da coluna. 

Sintomas da hérnia de disco 

A hérnia causa muita dor na lombar, mas pode atingir a área do pescoço e ombros. 

 

O vazamento do líquido da hérnia de disco causa dores no pescoço, dor que irradia para os braços, dores nos ombros, além de dormência e formigamento. Segue alguns dos sintomas:

– Formigamentos dos membros, que podem ser acompanhados de dor;

– Dor no pescoço; 

– Dor ou fraqueza nos braços; 

– Desânimo ou dificuldade para realizar tarefas do dia a dia. 

• Dor persistente nas costas; 

• Dor de cabeça que irradia até o pescoço e ombros; 

• Dor ou fraqueza nas pernas ou nos pés;

Os sintomas costumam melhorar com três meses, mas o processo de tratamento deve ser diagnosticado pelo médico especialista em coluna. É importante ressaltar que, a doença não tem cura. Os sintomas são tratados e o paciente volta a ter uma vida normal, mantendo o acompanhamento médico frequente. 

Tratamentos da hérnia de disco

O médico deve realizar uma avaliação a partir da anamnese (histórico médico) e propor exames físicos e neurológicos para analisar a relação dos dados. 

A partir dos resultados dos exames, há o direcionamento do melhor tratamento. Inicialmente, consiste em bastante repouso, medicamentos para dor e fisioterapia para tratar a mobilidade da coluna. 

São poucos os casos de pacientes que irão precisar de tratamentos específicos como cirurgia, injeções de esteroides (bloqueios da dor) etc. 

Formas de prevenir a hérnia de disco

É essencial, ainda que o paciente não esteja sentindo nenhum sintoma, garantir que a saúde da sua coluna esteja bem. 

Separamos algumas dicas para prevenir o desgaste dos discos: 

• Pratique exercícios físicos regularmente ganhando uma maior resistência muscular; 

• Não fumar; 

• Garanta a ergonomia no trabalho, isto é, ajuste a postura na cadeira, não deixe de levantar-se e caminhar periodicamente para não ficar muito tempo sentado; 

• Não levante muito peso sem preparo físico

Risco de lesões durante práticas esportivas: como prevenir o problema?

Praticar esporte traz inúmeros benefícios para a pessoa. Podemos destacar: sociabilidade, melhora da disposição, aprender a trabalhar em grupo, qualidade do sono, perda de peso, sem falar na prevenção contra o surgimento de doenças graves, como diabetes, osteoporose, problemas cardíacos e pressão alta. 

Mas, alguns problemas podem acontecer durante a prática esportiva. Erros de técnica, alta intensidade do exercício, excesso na frequência e acidentes podem causar as indesejadas lesões.

Algumas práticas de média e intensidade exigem um acompanhamento mais detalhado do profissional de educação física e fisioterapeuta.  Além desse acompanhamento, mais que necessário, separamos algumas atitudes que diminuem o risco de problemas: 

 

1. Consulta médica em dia 

É preciso fazer um check-up com seu médico, antes de começar a fazer algum esporte ou exercício físico. Essa visita vai ser útil para que a pessoa descubra como está o condicionamento físico, determinar a modalidade esportiva mais apropriada, qual a frequência e intensidade o paciente está apto a praticar. 

Nessa consulta e através dos exames solicitados, o médico faz um possível diagnóstico de problema físico e indica o tratamento adequado. Caso esse problema de saúde ficasse desconhecido, a prática esportiva poderia agravar ainda mais a questão e a pessoa teria lesões sérias. 

 

2. Noite de sono adequada 

Na noite anterior ao treinamento ou partida, durma o recomendado para acordar disposto no dia seguinte. O cansaço é um fator de risco para as possíveis lesões no esporte, a falta de sono tira o foco e concentração, o que prejudica o rendimento e deixa a pessoa menos atenta na hora de se proteger dos acidentes, além de favorecer para descuidos com a técnica esportiva.  

 

3. Cumpra com o “aquecimento” 

Essa é uma das melhores táticas para evitar lesões esportivas, porque o calor causado pelo aquecimento deixa o corpo com mais flexibilidade, assim, há a melhora na flexibilidade e na forma como os movimentos são executados. 

Vale ressaltar que, a pessoa não deve fazer exercícios muito cansativos nesta hora porque estar cansado traz grandes riscos de se lesionar. A escolha deve ser por atividades leves, como caminhada, pedalada ou uma atividade similar ao esporte que será praticado, mas com uma intensidade mais leve. 

Alongar-se também é fundamental, é preciso alongar cada parte do corpo por 10 a 12 segundos.

4. Trabalhe sua coordenação motora

Ter uma coordenação bem trabalhada ajuda a evitar as lesões. Dedicar-se a atividades que atuem na melhora da coordenação são uma boa pedida!

Algumas delas são: jiu-jitsu, musculação, body combat e treinos funcionais.

 

5. Relaxe o corpo

É fundamental manter-se relaxado para que a rigidez fique bem longe, pois ela pode ser responsável pelo aumento de lesões esportivas. 

Assim que a tensão e preocupação começarem na mente, o ideal é relaxar e afastar os pensamentos que causam nervosismo. Focar em coisas boas, respirar profundamente, fazer massagens e deitar-seno chão podem ajudar o atleta e praticante esportivoa relaxarem.  

 

6. Hidrate-se

Durante o treino ou prática esportiva, a pessoa não pode esquecer de beber água periodicamente porque é a hidratação que previne câimbras e lesões musculares. Não é necessário sentir sede para tomar água, pois quando esse “sinal” surge já é indicativo que o corpo está desidratando. 

Ter sempre uma garrafinha de água por perto e fazer pequenos intervalos para ingerir água, é fundamental. 

 

7. Fique atento ao local da prática esportiva 

Veja atentamente se a estrutura do ambiente é segura. Jogar futebol em um campo molhado, por exemplo, deixa o atleta propenso a sofrer quedas e acidentes. Conversar com os organizadores é fundamental para evitar lesões esportivas entre todos os envolvidos na prática. 

8. Use os equipamentos adequados

Durante a prática, proteja-se com joelheiras, capacetes, cotoveleiras, protetor bucal e nasal, entre outros equipamentos. Ao fazer uso destes equipamentos, as chances da pessoa sair lesionada diminuem. 

9. Respeite o seu corpo 

Se antes da prática esportiva você sentir dor, não prossiga na atividade. É importante fazer a investigação do possível problema e retornar quando o paciente tiver 100% recuperado. 

10. Trabalhe outras áreas do seu corpo

Se você pratica um esporte que trabalha muito uma área específica do corpo, invista também em treinos que utilizem outras regiões quando você estiver de férias ou com tempo livre, para que assim você evite o risco de lesões esportivas decorrentes do excesso de uso de determinada região.

Osteopatia: entenda mais sobre a técnica

A osteopatia utiliza técnicas manuais para posicionar, alongar partes do corpo e movimentar para estimular sua recuperação plena. Trata-se de uma medicina alternativa e técnica complementar para tratar dores na coluna, espasmos musculares e lesões esportivas.

Ela não é recomendada quando existe risco elevado de lesionar ligamentos e ossos, como nos casos graves de osteoporose ou fraturas! Antes de pensar em procurar umaconsulta de osteopatia, é necessário consultar um médico para ter a certeza que esta forma de tratamento é indicada. 

Dra Kênia Eulálio, fisioterapeuta osteopata da Unifisio

Além disso, é preciso procurar profissionais de osteopatia capacitados para realizar sua aplicação. Na Unifisio, contamos com uma equipe capacitada de osteopatia, a Dra. Kênia Eulálio, fisioterapeuta, gerencia esse time de profissionais.

A osteopatia costuma ser indicada no tratamento complementar de:

• Dor no nervo ciático; 

• Espasmos musculares;

• Dor no ombro ou pescoço; 

• Dor nas costas;

• Dor lombar;

• Lesões esportivas pequenas;

• Hérnia de disco.

As técnicas usadas na aplicação da osteopatia melhoram a movimentação das articulações, estimula a circulação sanguínea e alivia a tensão muscular. Muitas vezes, também são indicadas para mulheres grávidas no sentido de aliviar as dores nas costas. 

Diferença entre osteopatia e quiropraxia

A quiropraxia utiliza técnicas direcionadas para dores agudas da coluna vertebral. Estas técnicas atuam diretamente nas áreas doloridas com massagem, além do objetivo de alinhar os ossos e aliviar a dor. 

Já a osteopatia é uma terapia mais ampla, com técnicas manuais que aliviam, diagnosticam e tratam problemas musculares visando alcançar o equilíbrio corporal como um todo. 

Como é feita a sessão de osteopatia?

Antes de partir para as sessões de osteopatia, o profissional faz a primeira consulta com o intuito de coletar informações sobre a saúde da pessoa, seu estilo de vida, histórico de doenças familiares, hábitos alimentares, entre outras. Avalia ainda, a postura do paciente.

Durante as sessões, o osteopata utiliza suas mãos paramovimentar o corpo da pessoa em diferentes posições, pressionar em pontos específicos e realizar alongamentos para alinhar adequadamente as articulações. Com essas técnicas, o profissional visa estimular a recuperação das partes do corpo que foram afetadas.

Ainda nas sessões, os movimentos não devem causar dor ou qualquer desconforto. Caso o paciente sinta qualquer incômodo, ele deve comunicar ao osteopata. Vale salientar que, o osteopata não indica o uso de medicamentos, mas pode aconselhar sobre mudanças nos hábitos de vida, como ter uma alimentação mais saudável e fazer atividade física. 

Riscos

A técnica é considerada segura com os procedimentos feitos e adaptados, de acordo com o histórico de saúde da pessoa. Entretanto, depois de uma sessão, podem surgir alguns sintomas leves, como dor de cabeça, dor na área envolvida e cansaço. Estes sintomas tendem a melhorar em 1 a 2 dias.

É bastante raro que a manipulação na osteopatia cause problemas sérios como romper fraturas ou vasos. 

Quem não deve fazer

Em casos mais graves, pessoas com osteoporose, fraturas, doenças da coagulação do sangue, câncer e esclerose múltipla não devem ser tratadas com osteopatia.

Além disso, a osteopatia não é recomendada quando existe um risco elevado de lesionar a coluna ou outros ossos, ligamentos, articulações e nervos. Pacientes que fazem uso de medicamentos para afinar o sangue não devem fazer sessões de osteopatia.