As principais causas de óbito por doenças cardiovasculares, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) são:
1. Doença Cardíaca Coronariana
Acontece devido a problemas nos vasos que irrigam o coração. O problema inclui a doença aterosclerótica (placa de gordura nas artérias) e o infarto agudo do miocárdio (IAM). Vale lembrar que, o acúmulo de gordura na parede dos vasos já pode ter início na vida intra-uterina por conta dos altos níveis de colesterol.
2. Acidente Vascular Cerebral
O AVC, como é mais conhecido, acontece quando há a interrupção do suprimento de alguma área cerebral e pode ser: isquêmico, quando uma placa de gordura ou trombo interrompem um vaso, ou hemorrágico, quando o vaso se rompe e deixa de fazer a irrigação da área afetada.
3. Doença Cardíaca Hipertensiva
São as patologias que se desenvolvem por conta da pressão alta do paciente: insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e cardiomegalia.
4. Doença Cardíaca Inflamatória
Esta doença trata-se da inflamação do músculo cardíaco (miocardite), que pode causar dilatação cardíaca, trombos na parede cardíaca, infiltração das células sanguíneas circulantes, ao redor das coronárias e entre as fibras musculares.
5. Outras doenças cardíacas
Nesta categoria estão as doenças do músculo cardíaco, os problemas nas valvas cardíacas, os tumores de vasos cerebrais e tumores cardíacos.
Dr. Ewardo Rodrigues, médico cardiologista da Unifisio Homecare
Formas de prevenção
A maioria das doenças citadas acima podem ser prevenidas com algumas mudanças nos hábitos de vida. As pessoas com doenças cardiovasculares ou quem tem alto risco de desenvolvê-las, precisam de detecção precoce e monitoramento médico apropriado. Em alguns casos, precisa de uso de medicamentos.
Algumas medidas são fundamentais tanto na prevenção, como no tratamento:
– Não fumar, reduzir o uso de sal na dieta, aumentar o consumo de frutas e vegetais;
– Praticar atividade física e diminuir o consumo de bebida alcóolica também auxilia numa grande redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares;
– O tratamento da diabetes, da pressão alta (hipertensão) e da dislipidemia (alteração dos níveis de colesterol e triglicerídeos) são necessários na prevenção de infartos e de AVC’s.
Você já ouviu falar em apneia do sono? Trata-se de um distúrbio que causa a diminuição ou parada total da respiração durante segundos ao dormir. Esse problema pode ocorrer várias vezes no período noturno, provocando alguns sintomas, como ronco e dor de cabeça pelo período da manhã.
A apneia acontece devido ao bloqueio do fluxo de ar para os pulmões. O bloqueio ocorre por algumas causas, entre elas, destaca-se o relaxamento da musculatura da faringe na hora do sono ou por alterações cerebrais que prejudicam o controle respiratório do indivíduo.
Há ainda classificações dos diferentes tipos de apneia. Cada uma ocorre por motivos diversos:
Apneia obstrutiva do sono: os músculos da garganta acabam relaxando na hora de dormir, com isso, as vias respiratórias se fecham. Isso costuma ocorrer em pacientes com obesidade e aumento das amígdalas.
Apneia do sono central: ela costuma acontecer quando o cérebro deixa de transmitir os sinais para os músculos responsáveis pela respiração. É possível que seja causado por insuficiência cardíaca e, em casos raros, acidente vascular cerebral (AVC), além de medicação para dor que também pode causar o problema.
Apneia mista: é um caso mais raro, em que há a união da apneia obstrutiva do sono e da apneia central.
É importante destacar ainda os sintomas da apneia do sono. São eles:
-Hipersônia (que é a sonolência excessiva durante o dia);
-Ronco alto;
-Despertar abruptamente durante a noite com falta de ar;
-Despertar com a boca seca;
-Cefaleia matinal (dor de cabeça);
-Insônia;
-Déficit de atenção;
-Irritação, nervosismo e impaciência durante o dia, decorrentes de uma noite mal dormida;
-Apresentar esquecimentos frequentes
Diagnóstico
Para fazer o diagnóstico da apneia do sono, é preciso que o exame de polissonografia noturna seja feito. Neste teste, o paciente dorme ligado a um equipamento que vai monitorar as atividades do cérebro, pulmão e coração, além de identificar um padrão na respiração da pessoa, nos movimentos dos braços e das pernas.
A avaliação do nariz e da faringe por um otorrinolaringologista ajudam a apontar o diagnóstico de apneia, porque identifica locais de bloqueio da passagem do ar.
Existem quatro tipos de profissionais da saúde que podem auxiliar e indicar o tratamento da apneia do sono: pneumologista, otorrinolaringologista, neurologista e fisioterapeuta.
Tratamento
O objetivo principal é manter as vias respiratórias livres para que a respiração não pare de acontecer durante a noite. Existem vários métodos que podem ser utilizados a variar, segundo a causa.
O paciente pode usar um aparelho odontológico na hora de dormir, para deixar a mandíbula posicionada mais para a frente, impedindo assim, o bloqueio das vias aéreas.
Já o CPAP, sigla em inglês para pressão contínua positiva do ar, é considerado o tratamento mais comum para apneia moderada e grave. Ele funciona como um compressor de ar que usa da pressão para forçar a abertura das vias áreas superiores.
A cirurgia é uma opção a ser considerada em alguns casos. Podem ser cirurgias no nariz, na cavidade óssea, em caso de desproporção facial, cirurgia para remoção de amígdalas e adenoides em crianças.
O processo de desospitalização reduz custos e traz benefícios financeiros para as unidades de saúde, além de trazer uma maior segurança ao paciente na hora de retirá-lo do ambiente hospitalar, porque reduz maiores riscos e eventos adversos como as infecções.
A desospitalização envolve a continuação do cuidado médico em um ambiente domiciliar, depois da saída do paciente do hospital. O método traz um tratamento humanizado, respeitando as necessidades e opções do paciente com sua família.
Vale ressaltar que a desospitalização, quando apoiada por tecnologias de apoio, aprimora a qualidade de vida dos pacientes, diminui despesas hospitalares e traz mais espaço nas unidades de saúde, fazendo com que o hospital atenda um número maior de pessoas.
O objetivo da desospitalização
A desospitalização é um processo que precisa ser desenvolvido pelas organizações, de maneira responsável e estruturada. Se for feita dessa forma, garante uma qualidade de vida e segurança ao paciente. É uma maneira segura, quando feita corretamente, de garantir um tratamento com excelência afim de evitar eventos, como infecções hospitalares.
A fisioterapeuta Istael Sátiro realizou um treinamento sobre o assunto para os profissionais da Unifisio Home Care Teresina e Picos. Segundo a profissional, os principais objetivos da desospitalização para o paciente estão relacionados aos processos da transição de cuidados. “A desospitalização oportuniza que o paciente esteja no lugar certo na hora certa, independente da linha de cuidado que se encontra. Esse processo amplia o olhar sobre a qualidade de vida, além de reduzir as possibilidades de infecção e os custos hospitalares. Garante a família a proximidade no dia a dia do cuidado, além da capacitação para o manejo continuado”.
O tratamento domiciliar, também conhecido como homecare, proporciona uma recuperação rápida, pois o paciente costuma apresentar menos resistência aos medicamentos e orientações. Sem falar que ele se sente mais apoiado com o apoio da família, no conforto da sua casa. A Unifisio conta com atendimentos homecareespecializados e com toda a equipe responsável por cada etapa.
Quais são os benefícios da desospitalização?
A desospitalização traz benefícios tanto para a instituição hospitalar quanto ao paciente. A monitoração de pacientes em ambiente domiciliar garante uma melhora mais rápida, já que evita a exposição a infecções e outras doenças.
Ficar longe dos ambientes hospitalares acaba aumentando a chance do paciente se recuperar, já que ele conta com o apoio familiar no conforto da sua própria casa, contribuindo também, para a sua saúde mental. Existem pesquisas que comprovam o fato dos pacientes internados em ambiente de homecare, terem mais estabilidade física e mental do que pacientes internados por longos períodos em ambientes hospitalares.
A fisioterapeuta Istael Sátiro reafirma a importância daequipe Unifisio estar sempre capacitada para atender as necessidades específicas de cada paciente. “No Home Care, garantimos a segurança e continuidade da assistência, a prioridade é a qualidade e proporcionar segurança ao paciente e família. Desde a avaliação inicial pré-admissão até o pós-alta, os profissionais precisam compreender a complexidade do cuidado e todas suas camadas. As necessidades clínicas estão no centro do cuidado. Logo, os treinamentos conferem mais segurança aos profissionais, as reciclagens garantem a manutenção dos conhecimentos e a apresentação de novas tecnologias”, afirma a fisioterapeuta.
Protocolo de desospitalização
A equipe que lida com as altas hospitalares deve identificar os pacientes com maior probabilidade de hospitalização prolongada, já na hora da admissão. Os profissionais devem discutir ações para diminuir o tempo de internação, tendo em mente a qualidade do atendimento ao paciente e a redução dos custos gerados pelo tratamento.
Claramente que os aspectos sociais e econômicos também deverão ser considerados, como por exemplo um lar adequado e a presença obrigatória de um parente para ficar responsável pelo acompanhamento junto ao paciente. Torna-se necessário que o time tenha recursos suficientes para fazer essa análise, assim como uma boa comunicação entre as diferentes equipes e uma estrutura tecnológica para facilitar o monitoramento dos dados.
Com o período da Quaresma e Semana Santa se aproximando, os peixes “roubam” a cena nas casas dos brasileiros. Mas você sabe os benefícios do consumo constante dessa proteína?
Além de ser uma rica fonte proteica, poucos calóricos e muito nutritivos, eles fortalecem o sistema imunológico, favorecem a renovação celular dos órgãos e tecidos e aumentam a produção de fibras musculares.
Os pescados são ricos em ácidos graxos essenciais, que são chamados de ômega 3. Eles atuam prevenindo doenças neurológicas e cardiovasculares, como alterações na memória, infartos e colesterol alto. A proteína também é uma importante fonte de minerais, como o fósforo que atua na saúde dos ossos e dentária, o iodo, auxilia no funcionamento da tireoide, e selênio, que atua na imunidade e na saúde do sistema cardiovascular.
Frequência do consumo
O mais recomendado é consumir peixes de 2 a 3 vezes por semana para que os nutrientes estejam presentes de forma significativa na alimentação.
Eles costumam fazer parte da alimentação no almoço ou no jantar: lembrando que, pratos cozidos, grelhados ou cozidos garantem a preservação dos nutrientes. As preparações fritas devem ser evitadas no dia a dia, mas se o consumo for eventual não trará problemas de saúde.
Há também a possibilidade de comer a proteína crua, como no caso do sashimi e ceviche. Nesse caso, é importante verificar, confirmar a procedência do produto e garantir que esteja fresco.
Dicas na hora de escolher os pescados
Na hora de comprar peixes congelados, é de suma importância verificar a forma de conservar e a data de validade para garantir que a conservação seja feita de maneira correta dentro de casa. Já no momento de descongelar, dê preferência a fazer esse processo dentro da geladeira de um dia para o outro.
Se você preferir comprar o alimento fresco, avalie se a textura da carne, ao toque, está firme. O odor típico também não deve estar muito forte, o que seria um indicativo que o produto está velho.
Esta síndrome causa formigamento, sensação de agulhas sendo “colocadas” no polegar indicador, anelar ou dedo médio. Trata-se da compressão do nervo mediano que passa pelo punho e inerva até a palma da mão.
Os sintomas da síndrome do túnel do carpo costumam piorar com o tempo, sendo bastante intensos durante o período noturno. É comum que acometa pessoas que fazem movimentos repetitivos das mãos diariamente, mas podem surgir por conta das fraturas na região ou até mesmo devido doenças crônicas, como problemas autoimunes e diabetes.
O tratamento é feito com remédios anti-inflamatórios, analgésicos, fisioterapia indicados pelo ortopedista. Em alguns casos, torna-se necessária a cirurgia para que os sintomas sumam completamente da vida do paciente.
Principais sintomas
Os sintomas mais comuns da síndrome do túnel do carpo são:
-Dormência nos dedos;
-Dificuldade para diferenciar calor do frio;
-Fraqueza na hora de segurar objetos;
-Inchaço nos dedos e na mão;
-Sensação de formigamento;
-Dor no pulso;
-Todos os sintomas mencionados acima são mais intensos durante a noite.
Caso a pessoa identifique um ou mais sintomas, a consulta com o ortopedista é recomendada para que a avaliação e o tratamento sejam feitos.
O diagnóstico é feito pelo médico através da avaliação dos sintomas; além disso, um exame físico é feito em que o paciente realiza movimentos com o punho para verificar se a pessoa sente dor, e qual a intensidade desse sintoma. O ortopedista pode indicar que o exame de raio X do punho, eletroneuromiografia ou ultrassom sejam feitos para avaliar danos nos nervos periféricos.
Causas e tratamento
Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a síndrome, como:
-Alterações anatômicas no túnel do carpo;
-Fraturas no pulso;
– Obesidade;
-Diabetes;
-Menopausa;
-Movimentos repetitivos na mão, pulso ou ambos;
– Artrite reumatoide;
– Retenção de líquidos;
– Doença renal;
– Pressão alta.
Os tratamentos visam a diminuição da inflamação e pressão do nervo para diminuir, a dor e o desconforto que o paciente sente diariamente.
Os principais tratamentos são:
-Injeção de corticoides que podem ser administradas pelo médico na região, ajudando nos sintomas;
-Fisioterapia juntamente com exercícios para desinflamar a compressão do nervo mediano;
-Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios que reduzem a inflamação da região, diminuindo a dor causada pelo problema;
-Munhequeira, ou pulseira ortopédica, capaz de imobilizar o pulso. Costuma ser usada durante o período noturno para reduzir o formigamento.
Há os casos mais graves, em que a cirurgia para a síndrome do túnel do carpo é indicada. Durante a cirurgia, o médico faz um corte no ligamento que está pressionando o nervo mediano. Assim, os sintomas que o paciente sente diariamente, desaparecem.
Apenas o ortopedista deve fazer a avaliação se a cirurgia deve ser feita, ou não.
As quedas na terceira idade são preocupantes para família, paciente e demais pessoas inseridas no contexto familiar ou hospitalar. De acordo com dados do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), há uma queda para um em cada três indivíduos que têm mais de 65 anose um em cada 20 daqueles que sofreram uma queda, sofram uma fratura e necessitam de internação.
Os idosos vão perdendo, com o passar do tempo, o controle neurossensorial que o ser humano adquire durante seu crescimento. Há um atraso da conexão cerebral com o músculo denominado controle neuromuscular, fazendo com que eles caiam mais.
O que faz com que idosos caiam?
Os principais motivos são: fraqueza muscular e perda de sensibilidade nos membros causada por distúrbio neurológico. Esse distúrbio neurológico pode ser consequência de doenças crônicas, diminuição da função auditiva e efeito colateral de alguns remédios.
Com o avançar da idade, a queda vai ficando mais perigosa quando comparamos a acidentes envolvendo pessoas mais jovens. É preciso estar cada vez mais atento com os cuidados entre os idosos, porque esta faixa etária já possui perda de massa óssea, facilitando assim, fraturas.
Vale ressaltar que a queda para um idoso pode causar quadros mais graves, como necessidade do uso de órteses, como bengala ou andador, perda da funcionalidade e, em alguns casos mais extremos, o paciente fica acamado.
Perda óssea
Fazer o acompanhamento da saúde dos ossos é de fundamental importância na fase avançada da idade adulta, porque os ossos mais fracos causam quedas com consequências mais graves.
As fraturas mais preocupantes que o idoso pode apresentar são o traumatismo cranioencefálico e o do fêmur, ressaltando que, quando o fêmur é fraturado, há uma elevada taxa de mortalidade após essa fratura, seja logo após o acontecido ou durante o período de pós-operatório.
Formas de prevenção
-Fazer exames periódicos de visão ajudam a diminuir o risco de quedas na terceira idade.
– Realizar atividade de fortalecimento muscular, como a musculação, pilates e atividade aeróbica de baixo impacto. Exercícios na água são válidos também, porque o equilíbrio é trabalhado pelos fisioterapeutas.
-Evite, na casa dos idosos, o uso de tapetes soltos e desfiados. Eles podem deslizar ou causar tropeços.
– Os sapatos fechados são os mais recomendados. De preferência, com solado de borracha que aderem de forma mais apropriada ao chão.
– Tapetes antiderrapantes no banheiro e no chuveiro, próximo da pia da cozinha e em outros locais de circulação são uma ótima estratégia.
-Evitar deixar obstáculos no chão, como objetos espalhados pela casa e móveis. Eles acabam contribuindo para as quedas.
-À noite, deixar sempre uma luz acesa facilita a locomoção e previne quedas.
-Escadas e corrimões precisam ter corrimão dos dois lados; o corrimão deve continuar até os últimos degraus. O ideal é que os degraus sejam revestidos com piso antiderrapante.
-Usar instrumentos de apoio, como bengala, andador e muletas não deve ser motivo de vergonha. O importante é garantir a segurança da pessoa idosa.
-Evite encerar a casa.
– É importante que os familiares e cuidadores, revisem os medicamentos que o idoso está tomando. Para evitar que certos medicamentos causem sedação.
– Realizar o tratamento de visão e audição constantemente, já que a audição está diretamente relacionada ao equilíbrio do corpo.
-Tratar ainda hipotensão ortostática e outros problemas cardiovasculares. A suplementação de cálcio e vitamina D também é necessária.
– Deixar sempre um telefone acessível e próximo ao idoso, para que ele consiga pedir ajuda quando for necessário.
Carnaval é tempo de festa, bloquinhos, shows, reuniões entre amigos e muito mais! Durante este período, é importante cuidar adequadamente do corpo para garantir que a folia seja aproveitada com toda segurança e saúde. Estes cuidados são essenciais porque evitam problemas de saúde como insolação, alergias de pele e estomacais, intoxicações alimentares, desidratação e contaminação por doenças.
O cuidado com a saúde precisa fazer parte da preparação de todo mundo que pretende cair na folia. A moderação deve prevalecer durante os dias agitados de carnaval, para que o folião consiga aproveitar todo esse período. Confira, a seguir, algumas dicas que preparamos para um carnaval com mais saúde.
Hidratação
O Carnaval no Brasil é uma festa de verão. Por isso, é natural, durante esse período, as altas temperaturas. Sem falar que, as aglomerações de pessoas nessas festas contribuem para a sensação de calor dos ambientes.
As pessoas costumam também dançar bastante, com isso, há uma perda grande de suor. Além disso, a grande ingestão de bebidas alcóolicas, que está diretamente relacionada com a inibição do hormônio antidiurético, fazcom que o folião vá mais vezes ao banheiro fazer xixi (aumentando a desidratação).
Por isso, durante as festas é preciso hidratar-se com água, sucos naturais e água de coco.
Alimentação
Alimente-se bem durante todo o período carnavalesco. Prefira alimentos leves, evite frituras e alimentos ricos em gordura.
Um cuidado importante é ficar atento aos lugares que você compra os alimentos, verificar a aparência e o acondicionamento do produto. Além disso, é válido checar os hábitos de higiene daquele que vende os produtos alimentícios.
O folião precisa ainda, manter a higiene pessoal, lavando sempre as mãos antes de comer. Durante o Carnaval, lembre-se de alimentar-se bem, entretanto, não se esqueça de ficar atento aos locais onde você vai comprar seus alimentos. Verifique sempre se o produto está com boa aparência e acondicionado de maneira correta. Verifique também os hábitos de higiene daquele que vende o produto e tenha atenção com a sua higiene, lembrando-se sempre de lavar as mãos antes de se alimentar. Além disso, não se esqueça de dar preferência a alimentos leves, evitando frituras e alimentos ricos em gordura.
Álcool em excesso
É fundamental a moderação na hora de consumir bebidas alcóolicas. Entre os efeitos negativos a curto prazo do álcool, estão: perda de equilíbrio, conduta impulsiva, redução de coordenação motora, dores de cabeça, vômito. Lembrando que, em quantidades muito abusivas, o álcool pode levar ao estado de coma.
Beber com consciência e responsabilidade trará um carnaval mais leve!
Proteja-se do sol
É comum que muitas festas de Carnaval aconteçam em locais abertos, durante o dia e com exposição ao sol. Por isso, é fundamental proteger-se dos efeitos nocivos dos raios solares com protetor solar, chapéus e bonés.
Lembre-se de reaplicar o protetor a cada duas horas ou de acordo com o tempo estabelecido pelo fabricante do produto.
Sono estável
Depois dos longos períodos de folia é importante descansar, dormir bem! Deixar de dormir ou dormir poucas horas gera, em curto prazo, alterações de humor, cansaço, indisposição, dificuldade para se concentrar e irritabilidade.
A compulsão alimentar é caracterizada pela vontade de comer rapidamente e em grandes quantidades, ainda que a pessoa não esteja com fome! O transtorno causa ganho de peso em excesso e, em certos casos, pode ocasionar outros distúrbios como bulimia e depressão.
Este transtorno alimentar pode acontecer devido às crises de ansiedade, dietas muito restritivas e feitas sem acompanhamento médico adequado ou perdas emocionais significativas. Vale ressaltar que a compulsão alimentar tem cura, sendo importante a identificação e tratamento ainda no início dos sintomas.
Fique de olho nos principais sintomas da compulsão alimentar:
– Comer uma quantidade grande de comida, ainda que não se tenha fome;
– Ter extrema dificuldade em parar de comer;
– Alimentar-se com combinações estranhas de alimentos como feijão gelado com queijo, entre outros;
-Comer escondido e bem rápido;
– Sentir pouca ou nenhuma preocupação com o excesso de peso;
– Sentir um prazer indescritível ao comer;
– Problemas como obesidade ou sobrepeso porque a pessoa consome mais calorias do que gasta;
– Sentimentos de infelicidade com a própria imagem.
Devido aos sentimentos de infelicidade, é comum que a pessoa que sofra com a compulsão alimentar tenha ansiedade, bulimia ou depressão, por exemplo. Alémdisso, o paciente pode ter outros problemas de saúde como respiratórios, alterações cardiovasculares, diabetes e deficiências nutricionais.
Pela complexidade do problema é necessário que exista uma equipe multidisciplinar engajada no tratamento! Nutricionista, psiquiatra, psicólogo e endocrinologista são os mais indicados.
Entretanto, inicialmente, o médico mais indicado para identificar, tratar e orientar a compulsão alimentar é o endocrinologista que fará uma avaliação detalhada, determinando possíveis alterações hormonais.
Tratamento
O tratamento deve ser feito o quanto antes for identificado o problema. Geralmente, é recomendado que o tratamento para a compulsão seja feito através da consulta com um psicólogo, pois assim, é possível identificar as razões que levaram a pessoa para a compulsão alimentar. Estas razões serão tratadas posteriormente durante as sessões de psicoterapia.
Através das sessões de terapia que os sintomas do transtorno alimentar passam a ser suavizados e diminuídos, sendo de suma importância o tratamento em conjunto com os remédios receitados pelo psiquiatra. É comum que os remédios receitados sejam controladores de apetite ou do sistema nervoso, além do uso de antidepressivos. A dose e o medicamento variam de acordo com a idade do paciente, peso e particularidades da compulsão alimentar.
Além do acompanhamento do psiquiatra, psicólogo e endocrinologista é importante que o nutricionista esteja presente no tratamento. Ele vai orientar sobre o que deve ser consumido, isto é, as principais e melhores escolhas alimentares, além das quantidades e os momentos mais adequados do dia para se alimentar. Praticar atividades físicas também é importante porque alivia a ansiedade, melhora o humor e acaba desviando a atenção do paciente para a comida.
A dengue é provocada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Em casos mais raros, a doença pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez ou no momento do parto. Há ainda a possibilidade de transmissão por meio de transfusões de sangue.
Os sintomas mais comuns da doença são: febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar generalizado, náusea, sono, dores abdominais e manchas avermelhadas espalhadas na pele. Como os sintomas da dengue mencionados acima podem ser confundidos com outras doenças, como virose e gripe, faz-se necessário detalharsobre alguns dos sintomas da dengue.
Febre alta acima de 39ºC
A febre costuma ser o primeiro sintoma da doença e apresenta uma duração que varia entre 2 a 7 dias. O sintoma costuma vir associado a outros, como dor de cabeça, náusea e diarreia, bastante comuns na fase inicial da doença.
Com o passar dos dias, entre o 3º e 7º dia, as pessoas notam melhora na febre e demais sintomas. Entretanto, é preciso ficar atento porque a dengue pode evoluir para a fase crítica. Nesta fase, o paciente pode ter dor no abdome, vômitos persistentes e bastante sono que acabam indicando uma possível evolução para a dengue hemorrágica, que é a forma mais grave da doença.
A dengue hemorrágica causa sintomas intensos! Sangramentos, pressão baixa, dor no peito, falta de ar, confusão mental e crise convulsiva. Nesses casos, recomenda-se a busca do atendimento de emergência de saúde.
Em casos de suspeitas de dengue, a pessoa deve buscar um infectologista ou clínico geral. O tratamento costuma envolver apenas analgésicos, antitérmicos, hidratação e bastante repouso para alívio dos sintomas da doença.
Já em casos mais graves, o tratamento é feito com o paciente internado no ambiente hospitalar em que a pessoa fica internada, podendo envolver injeções de soro diretamente na veia e/ou transfusões de sangue.
Prevenção da dengue
Algumas medidas são recomendadas, como:
– Usar repelentes nas regiões dos braços e pernas;
– Colocar telas nas janelas e portas, para evitar a entrada do mosquito em casa;
– Evitar deixar portas e/ou janelas abertas no início ou final do dia, que é o período em que o mosquito está mais ativo;
-Usar mosquiteiros na cama para dormir, para se proteger da picada do mosquito;
-Preferir roupas com mangas longas e calças, para cobrir as partes mais expostas do corpo.
A prevenção mais indicada contra a dengue é evitar que o mosquito se espalhe! Para isso, é necessário eliminar os focos de água parada, como em vasos de plantas, baldes, pneus e garrafas plásticas, em que o mosquito costuma se reproduzir.
O diabetes mellitus (DM) é a doença causada pelo excesso de glicose, um tipo de açúcar, circulando na corrente sanguínea. Existem basicamente dois tipos de diabetes:
Diabetes mellitus tipo 1 (DM1): doença crônica que ocorre quando o pâncreas produz pouquíssima ou nenhuma insulina. A insulina é o hormônio que ajuda o corpo humano a absorver e utilizar o açúcar vindo dos alimentos. Com a ausência da insulina, os níveis sanguíneos de glicose tornam-se mais elevados que o normal, um quadro chamado de hiperglicemia.
Diabetes mellitus tipo 2 (DM2): doença crônica que ocorre pela combinação de produção insuficiente de insulina e resistência do organismo ao hormônio. O pâncreas do paciente ainda produz insulina, mas a quantidade não é a ideal e ela ainda funciona mal. O DM2 está diretamente relacionado ao sedentarismo e ao excesso de peso.
No DM2, os primeiros sinais e sintomas costumam ser leves e passar despercebidos. Algumas pessoas podem ter a doença de forma quase silenciosa por vários anos. É comum que a pessoa descubra de forma acidental, através de exames de sangue solicitados por qualquer outro motivo.
Já no DM1, os sintomas iniciais são mais graves e de fácil reconhecimento, por isso, a doença costuma ser identificada precocemente, antes que existam lesões de órgãos.
SINAIS E SINTOMAS DO DIABETES NA FASE INICIAL
Os 10 sinais e sintomas precoces mais comuns do diabetes são:
• Poliúria (urinar a toda hora).
• Polidipsia (sensação exagerada de sede).
• Perda de peso.
• Cansaço e falta de energia.
• Polifagia ou hiperfagia (fome frequente).
• Visão embaçada.
• Cicatrização lenta.
• Infecções frequentes.
• Cetoacidose diabética.
• Mau hálito.
Excesso de urina
O excesso de urina, chamado em medicina de poliúria, é um dos primeiros sinais do diabetes.
Quando há hiperglicemia, geralmente com valores acima de 180 mg/dl, a quantidade de açúcar que chega aos rins é tão grande, que o mesmo não é capaz de reabsorver tudo, permitindo a perda de glicose pela urina.
Sede excessiva
Como vimos, o paciente diabético, que não controla adequadamente sua glicemia, urina em excesso. Com isso, ele acaba perdendo mais água do que era suposto, ficando desidratado. Como a sede é o principal mecanismo de defesa do organismo contra a desidratação, não é surpresa nenhuma o fato dos diabéticos terem necessidade de beber mais água que o normal.
Cansaço
O cansaço crônico ocorre pela desidratação e pela incapacidade das células em receber glicose.
A glicose é a principal fonte de energia das células; é o combustível do nosso organismo. Quem promove a entrada de glicose do sangue para dentro das células é a insulina, que no diabetes tipo 1 é inexistente e no diabetes tipo 2 não funciona bem.
Perda de peso
A perda de peso é um sintoma muito comum no diabetes tipo 1. Pode também ocorrer no diabetes tipo 2, mas não é tão comum.
A insulina também é o hormônio responsável pelo armazenamento de gordura e pela síntese de proteínas no organismo. Como no DM1 há ausência de insulina, o paciente para de armazenar gordura e de produzir músculos.
Como no diabetes tipo 2 há insulina circulando no sangue, estes efeitos são menos evidentes. Além disso, no DM2, a resistência à ação da insulina vai se estabelecendo lentamente e de forma progressiva ao longo de anos, de acordo com o ganho de peso e passar da idade.
Fome excessiva
Como as células não conseguem obter glicose suficiente para gerar energia, o corpo interpreta a situação como se o paciente estivesse em jejum. O organismo precisa de energia, para manter suas funções, e o único modo que ele conhece para obtê-la é através da alimentação.
Visão embaçada
Um sintoma comum do diabetes é a visão turva. O excesso de glicose no sangue causa um inchaço do cristalino, a lente do olho, mudando sua forma e flexibilidade, diminuindo a capacidade de foco, causando embaçamento. A visão costuma ficar turva quando a glicemia está muito elevada, voltando ao normal após o controle do diabetes.
Cicatrização deficiente
O excesso de glicose no sangue, quando corre de modo crônico, causa inúmeros distúrbios no funcionamento do organismo. A dificuldade em cicatrizar feridas ocorre por uma diminuição da função das células responsáveis pela reparação dos tecidos, diminuição da proliferação celular e dificuldade de gerar novos vasos sanguíneos.
Infecções
O diabetes também provoca distúrbios no sistema imunológico por alterar o funcionamento das células de defesa. O diabético pode ser considerado um paciente imunossuprimido e apresenta maior risco de desenvolver infecções, nomeadamente infecção urinária, infecções de pele, candidíase e pneumonia.
Mau Hálito
Por conta da deficiência de insulina, as células não recebem a quantidade adequada de glicose e precisam utilizar os estoques de gordura do corpo como fonte de energia. A quebra das gorduras gera três substâncias conhecidas como cetonas ou corpos cetônicos: β-hidroxibutirato, acetoacetato e acetona.
As cetonas são eliminadas na urina e pelos pulmões através da respiração, motivo pelo qual o paciente pode desenvolver um hálito ruim, com um odor meio adocicado e azedo. Esse quadro é chamado de hálito cetônico e pode ocorrer também em pessoas saudáveis que fazem jejum prolongado ou que tenham uma dieta com muita restrição de carboidratos.